Dias de chuva. E quando ela não vinha, os dias se tornavam intensamente azuis, mesmo com o vento frio. Eu sempre achei uma mania doida essa de gostar de conhecer pessoas, apenas para conhecê-las, por conhecê-las, sem nenhum interesse por trás disso, só pelo prazer de ouvir as pessoas discorrerem sobre suas vidas, o que as movem, as suas escolhas, os seus medos, e onde elas titubeiam. Para o que elas guardam a sua coragem. Os vícios, as taras, os desvios. Onde guardam a humanidade. A intimidade sórdida. Os sonhos, as canções, os excessos, e as faltas. Do que são feitas as pessoas.

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